Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Tribunal sul-coreano condena líder da Igreja da Unificação à prisão em caso de influência política

Tribunal sul-coreano condena líder da Igreja da Unificação à prisão em caso de influência política

Reuters

31/08/2026

Placeholder - loading - Líder da Igreja da Unificação, Han Hak-ja, chega para audiência de sentença    31 de agosto de 2026    JEON HEON-KYUN/Pool via REUTERS
Líder da Igreja da Unificação, Han Hak-ja, chega para audiência de sentença 31 de agosto de 2026 JEON HEON-KYUN/Pool via REUTERS

Por Joyce Lee

SEUL, 31 Ago (Reuters) - Um tribunal ​sul-coreano condenou nesta segunda-feira a líder da Igreja da Unificação Han Hak-ja a uma pena total de dois anos de prisão por crimes de financiamento político e suborno relacionados a tentativas de obter influência junto ao governo do ex-presidente Yoon Suk Yeol.

A Corte Distrital Central de Seul concluiu que Han, de 83 anos, esteve envolvida no fornecimento de dinheiro a políticos e de bens de luxo, incluindo bolsas da Chanel e um colar de diamantes, à ex-primeira-dama Kim Keon Hee, de ⁠acordo com ⁠a decisão.

Han, presidente da Federação das ​Famílias ‌para a Paz Mundial e a Unificação, amplamente conhecida como Igreja da Unificação, foi indiciada em outubro de 2025 por uma equipe de promotores especiais que investigava alegações envolvendo Yoon e Kim.

O caso foi uma das ⁠várias investigações iniciadas depois que Yoon foi destituído do cargo, após ​sua declaração da lei marcial em dezembro de 2024.

Na segunda-feira, Han foi condenada ​a um ano de prisão por violar ‌a Lei de Financiamento ​Político, ⁠inclusive por envolvimento no fornecimento de 100 milhões de won (US$72.934) a um deputado do partido então no poder antes da eleição presidencial de 2022.

O tribunal condenou Han a ​mais um ano de prisão por envolvimento na entrega de artigos de luxo à ex-primeira-dama Kim por meio de um intermediário, de acordo com a sentença.

“Os crimes foram cometidos para usar o poder financeiro da Igreja da Unificação a ​fim de apoiar um candidato favorável na 20ª eleição presidencial, vista como uma importante oportunidade para expandir a influência da igreja e, quando esse candidato fosse eleito, obter apoio para as políticas da igreja e garantir continuamente influência política”, afirmou o juiz.

Han negou qualquer irregularidade, alegando que não tinha interesse em política e que seus subordinados agiram sem seu conhecimento.

A Federação da Família para a Paz Mundial ​e a Unificação disse que entraria com recurso, contestando as conclusões do tribunal.

“Consideramos impossível ‌aceitar o julgamento do tribunal de ⁠que a presidente Han Hak-ja dirigiu os atos em questão ou reconheceu e aprovou sua finalidade ilegal”, afirmou a igreja em comunicado.

Han, que foi levada ao ⁠tribunal em uma cadeira de rodas, não está ⁠detida no momento, pois seus advogados conseguiram ⁠uma suspensão da ⁠detenção ​por motivos de saúde, que expira na quarta-feira.

(Reportagem de Jack Kim e Joyce Lee)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.