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Trump elogia tropas britânicas como valentes guerreiros após condenação generalizada

Trump elogia tropas britânicas como valentes guerreiros após condenação generalizada

Reuters

24/01/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com jornalistas a bordo do avião presidencial norte-americano Força Aérea Um 22/01/2026 REUTERS/Jonathan Ernst
Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com jornalistas a bordo do avião presidencial norte-americano Força Aérea Um 22/01/2026 REUTERS/Jonathan Ernst

LONDRES, 24 Jan (Reuters) - O presidente dos Estados ⁠Unidos, Donald Trump, elogiou neste sábado os 'valentes' soldados britânicos, chamando-os de guerreiros, um dia depois que as observações que ele fez sobre as tropas da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão foram descritas como 'insultantes e terríveis' pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.

Trump provocou uma raiva generalizada no Reino Unido e em toda a Europa depois que ele disse que as tropas europeias tinham ficado fora das linhas de frente no Afeganistão.

O Reino ​Unido perdeu 457 militares mortos no Afeganistão, ⁠sua guerra ⁠no exterior mais mortal desde a década de 1950. Durante vários dos anos mais intensos da guerra, o Reino Unido liderou a campanha aliada em Helmand, a maior e mais violenta província do Afeganistão, ao mesmo tempo em que lutava como o principal aliado ‌dos EUA no campo de batalha do Iraque.

'Os GRANDES e muito VALENTES ​soldados do Reino Unido sempre estarão com ‌os Estados Unidos da ​América!', ​escreveu Trump no Truth Social. 'No Afeganistão, 457 morreram, muitos ficaram gravemente feridos, e eles estavam entre os maiores de todos os guerreiros. É um vínculo forte demais ​para ser quebrado.'

Os comentários iniciais de Trump provocaram uma reação excepcionalmente forte de Starmer, que tende a evitar críticas diretas a Trump em público.

O gabinete do premiê britânico emitiu uma declaração para dizer que o primeiro-ministro havia conversado com o presidente no sábado sobre o assunto.

'O primeiro-ministro falou sobre os bravos e heroicos soldados britânicos e americanos que lutaram lado a lado no Afeganistão, muitos dos quais nunca voltaram para casa', disse a declaração. 'Nunca devemos nos esquecer de seu sacrifício', disse ele.

Veteranos no Reino Unido e em outros lugares têm se alinhado para condenar os comentários do presidente dos EUA no ⁠programa 'Mornings with Maria' da Fox Business Network na quinta-feira, no qual ele disse que ‌os Estados Unidos 'nunca precisaram' da ⁠aliança transatlântica e acusou os aliados de ficarem 'um pouco fora da linha de frente' no Afeganistão.

Entre eles estava o filho mais novo do rei ‍Charles, o príncipe Harry, que serviu duas vezes no Afeganistão.

'Esses sacrifícios merecem ser discutidos de forma verdadeira ​e ‌com respeito', disse ele em um comunicado.

(Reportagem de Michael Holden)

((Tradução Redação São Paulo))

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