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Trump impõe sanções ao Tribunal Penal Internacional

Placeholder - loading - Sede do TPI em Haia  16/1/2019  REUTERS/Piroschka van de Wouw
Sede do TPI em Haia 16/1/2019 REUTERS/Piroschka van de Wouw

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Por Steve Holland e Bart H. Meijer

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou sanções econômicas e de viagem contra pessoas que trabalham em investigações do Tribunal Penal Internacional sobre cidadãos norte-americanos ou aliados dos EUA, como Israel, provocando condenação -- mas também alguns elogios -- no exterior.

O TPI é um tribunal permanente que pode processar indivíduos por crimes de guerra, crimes contra a humanidade, genocídio e o crime de agressão contra o território dos Estados membros ou por seus cidadãos.

A medida de Trump, na quinta-feira, coincidiu com uma visita a Washington do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que é alvo do TPI por causa da guerra em Gaza.

O TPI condenou as sanções.

'O tribunal se mantém firme com seu pessoal e se compromete a continuar proporcionando justiça e esperança a milhões de vítimas inocentes de atrocidades em todo o mundo, em todas as situações que lhe forem apresentadas', disse na sexta-feira.

O TPI também pediu aos seus 125 Estados membros que apoiem sua equipe.

Muitos na Europa fizeram isso.

'Sancionar o TPI ameaça a independência do Tribunal e prejudica o sistema de justiça criminal internacional como um todo', escreveu António Costa, presidente do Conselho Europeu de líderes da UE, na plataforma de rede social Bluesky.

A Holanda, país anfitrião do tribunal sediado em Haia, também disse lamentar as sanções, assim como a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

'O trabalho do tribunal é essencial na luta contra a impunidade', disse o ministro das Relações Exteriores da Holanda, Caspar Veldkamp, em um post no X.

Mas o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, um firme aliado de Trump, afirmou que as sanções mostram que talvez seja hora de deixar o TPI.

'É hora de a Hungria rever o que estamos fazendo em uma organização internacional que está sob sanções dos EUA! Novos ventos estão soprando na política internacional. Nós o chamamos de Trump-tornado', disse ele no X.

Autoridades do tribunal convocaram reuniões em Haia na sexta-feira para discutir as implicações das sanções, disse uma fonte à Reuters sob condição de anonimato.

As sanções dos EUA incluem o congelamento de todos os bens dos designados nos EUA e a proibição de que eles e suas famílias visitem os Estados Unidos.

Escrito por Reuters

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