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Trump pede que outros ajudem a proteger Estreito de Ormuz; Japão e Austrália dizem que não planejam enviar navios

Trump pede que outros ajudem a proteger Estreito de Ormuz; Japão e Austrália dizem que não planejam enviar navios

Reuters

16/03/2026

Placeholder - loading - Navios-tanque navegam no Golfo perto do Estreito de Ormuz  11/3/2026    REUTERS/Stringer
Navios-tanque navegam no Golfo perto do Estreito de Ormuz 11/3/2026 REUTERS/Stringer

Por Tim Kelly e Jarrett Renshaw

TÓQUIO/PALM BEACH, 16 Mar (Reuters) - As demandas ​do presidente dos EUA, Donald Trump, por uma coalizão para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz pareceram não ter surtido efeito, nesta segunda-feira, quando os aliados Japão e Austrália disseram que não estão planejando enviar embarcações da Marinha ao Oriente Médio para escoltar navios através da hidrovia vital.

Com a guerra dos EUA e Israel contra o Irã criando turbulência em todo o Oriente Médio e abalando os mercados globais de energia em sua terceira semana, Trump insistiu no domingo que as nações que dependem muito do petróleo do Golfo têm a responsabilidade de proteger o estreito por onde transitam 20% da energia mundial.

Os mercados na Ásia reagiram com cautela, com o petróleo Brent subindo mais de 1% acima de US$104,50 e os mercados de ⁠ações regionais, em ⁠sua maioria, mais fracos em meio a preocupações ​sobre o ‌risco para as instalações de petróleo do Oriente Médio e após a solicitação de Trump para que os aliados se envolvam mais.

'Estou pedindo que esses países entrem e protejam seu próprio território, porque é o território deles', declarou Trump aos repórteres a bordo do Air Force One, no caminho da Flórida para Washington. 'É o lugar de ⁠onde eles obtêm sua energia.'

Trump disse que seu governo já entrou em contato com sete países, ​mas não identificou os países. Ele postou em rede social no fim de semana que esperava que China, França, ​Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros participassem.

A primeira-ministra japonesa, ‌Sanae Takaichi, uma firme apoiadora de ​Trump, ⁠disse na segunda-feira que seu país, limitado por sua constituição que renuncia à guerra, não tem planos de enviar embarcações navais para escoltar navios no Oriente Médio, de onde obtém 95% de seu petróleo.

'Não tomamos nenhuma decisão sobre o envio de navios de ​escolta. Continuamos a examinar o que o Japão pode fazer de forma independente e o que pode ser feito dentro da estrutura legal', afirmou Takaichi ao Parlamento.

A Austrália, outro importante aliado de segurança dos EUA no Indo-Pacífico, que também depende muito de combustíveis produzidos com petróleo do Oriente Médio, disse que também não enviará navios de guerra para ajudar na reabertura ​do estreito.

'Sabemos como isso é incrivelmente importante, mas não é algo que nos foi solicitado ou para o qual estamos contribuindo', declarou Catherine King, membro do gabinete do primeiro-ministro Anthony Albanese, em uma entrevista à emissora estatal ABC.

TRUMP PODE ADIAR VISITA A PEQUIM SEM APOIO DA CHINA

Trump disse ao Financial Times no domingo que esperava que a China ajudasse a desbloquear o estreito antes de sua reunião agendada com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, no final deste mês, e poderia adiar sua viagem se a China não fornecesse assistência.

'Acho que a China também deveria ajudar, porque a China obtém 90% de ​seu petróleo do estreito', afirmou Trump. 'Podemos adiar', disse ele em referência à sua visita se a China não oferecer apoio no Golfo.

O ‌Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente ⁠a um pedido de comentário da Reuters.

Trump também aumentou a pressão sobre os aliados europeus para que ajudem a proteger o estreito, alertando que a Otan enfrentará um futuro 'muito ruim' se seus membros não ajudarem Washington.

Os ministros das Relações ⁠Exteriores da União Europeia discutirão na segunda-feira o reforço de uma pequena missão ⁠naval no Oriente Médio, mas não se espera que decidam ⁠estender seu papel ao ⁠Estreito ​de Ormuz, segundo diplomatas e autoridades.

(Reportagens de Maya Gebeily em Dubai, Emily Rose em Jerusalém e Jarrett Renshaw em Palm Beach, Flórida)

Reuters

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