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Turquia se opõe à intervenção militar no Irã e diz que prioridade é evitar desestabilização

Turquia se opõe à intervenção militar no Irã e diz que prioridade é evitar desestabilização

Reuters

15/01/2026

Placeholder - loading - Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan 15/01/2026 REUTERS/Umit Bektas
Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan 15/01/2026 REUTERS/Umit Bektas

Por Jonathan Spicer

ISTAMBUL, 15 Jan (Reuters) - A ⁠Turquia se opõe a qualquer intervenção militar no Irã e sua prioridade é evitar a desestabilização do país, afirmou nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan, enquanto Teerã continua a reprimir os manifestantes.

Com a liderança iraniana tentando conter a pior onda de protestos internos que a República Islâmica já enfrentou, Teerã alertou seus vizinhos, incluindo a Turquia, de que atacaria bases norte-americanas caso Washington ​interviesse. O presidente dos Estados Unidos, ⁠Donald ⁠Trump, tem ameaçado intervir em favor dos manifestantes.

Fidan manteve duas conversas telefônicas com seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, nos últimos dias, enfatizando a necessidade de diálogo para resolver as tensões regionais. Uma fonte diplomática turca afirmou que Ancara ‌também estava em contato com autoridades norte-americanas, já que as ​comunicações diretas entre Teerã e Washington ‌estavam suspensas.

Em uma ​coletiva ​de imprensa em Istambul, Fidan afirmou que a Turquia continuará suas iniciativas diplomáticas para ajudar a resolver a questão. Ele acrescentou que Ancara ​espera que o Irã e os Estados Unidos possam encontrar uma solução para o conflito.

'Somos contra uma intervenção militar contra o Irã. O Irã precisa resolver seus problemas internos legítimos por conta própria', disse ele, acrescentando que a prioridade da Turquia é evitar a desestabilização do Irã.

'É por isso que nossa prioridade é evitar totalmente qualquer situação que possa levar ao uso da força', afirmou, acrescentando que Ancara 'não tolera' a possibilidade de uma retomada da violência entre Irã e Israel ou os Estados Unidos.

'Definitivamente, ⁠queremos que os problemas sejam resolvidos por meio do diálogo. Acho ‌que a instabilidade generalizada no ⁠Irã é demais para a região suportar.'

Fidan também afirmou que ainda não houve nenhuma decisão presidencial nos EUA que obrigasse ‍a Turquia a considerar 'realisticamente' uma medida norte-americana para impor uma tarifa de 25% aos países ​que ‌fazem negócios com o Irã.

(Reportagem de Jonathan Spicer e Tuvan Gumrukcu)

Reuters

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