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Venda de máquinas recua 20,4% em maio e setor piora previsão para o ano, diz Abimaq

Venda de máquinas recua 20,4% em maio e setor piora previsão para o ano, diz Abimaq

Reuters

30/06/2026

Placeholder - loading - 23 de junho de 2022 REUTERS/Sakura Murakami
23 de junho de 2022 REUTERS/Sakura Murakami

Atualizada em  30/06/2026

SÃO PAULO, 30 Jun (Reuters) - A indústria ​brasileira de máquinas e equipamentos manteve sua tendência de recuo em maio deste ano e agora espera um recuo maior em 2026.

A receita líquida de vendas de máquinas teve queda de 20,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$22,5 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela associação de fabricantes, Abimaq.

Para 2026, a associação agora espera recuo de 3,2% na receita líquida de vendas de máquinas e equipamentos, contra projeção de 2,3% no ⁠mês anterior.

'O ⁠que mudou nas projeções é ​que o ‌mercado doméstico agora está puxando para baixo e o mercado externo puxando para cima', disse Cristina Zanella, diretora de competitividade, economia e estatística da Abimaq, a jornalistas.

Em maio, a receita interna caiu 23,2% ⁠ante o mesmo período de 2025, para R$17,3 bilhões. Já o ​consumo aparente caiu 19,5%, para R$31,1 bilhões.

As exportações, por sua vez, atingiram ​US$1,04 bilhão em maio, uma alta de ‌5,5% em relação ​ao mesmo ⁠mês do ano passado. Parte desse desempenho, segundo a Abimaq, decorre da baixa base de comparação do primeiro trimestre de 2025, período marcado pelo enfraquecimento da ​atividade industrial nos Estados Unidos, principal destino das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos.

As importações somaram US$2,65 bilhões em maio, uma queda de 0,6% na base anual.

Já o nível de utilização da capacidade instalada atingiu 78,3% ​em maio, abaixo do patamar de 79,1% observado um ano antes.

A carteira de pedidos ficou em 8,2 semanas, 10,6% abaixo do visto no mês de maio de 2025.

PLANO SAFRA

O Plano Safra 2026/2027 divulgado pelo governo nesta terça-feira foi avaliado como neutro pela Abimaq.

'O plano safra não teve nenhuma grande mudança [em relação ao anterior], mas também não decepcionou. Ele continuou com o que vinha ​sendo feito', disse Pedro Estevão, presidente da câmara de máquinas agrícolas da Abimaq.

Na ‌manhã desta terça, o Ministério ⁠da Agricultura anunciou que o Plano Safra 2026/2027 destinará R$525,1 bilhões para financiamento de médios e grandes produtores, um acréscimo de 1,7% ou R$9 ⁠bilhões frente ao plano anterior.

Estevão também citou que ⁠a Abimaq espera um recuo de ⁠15% a 20% ⁠no ​desempenho das máquinas agrícolas no ano.

(Por Igor Sodré; edição de Paula Arend Laier)

Reuters

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