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Venezuela diz que 116 prisioneiros foram libertados; grupo de direitos humanos cita número menor

Venezuela diz que 116 prisioneiros foram libertados; grupo de direitos humanos cita número menor

Reuters

12/01/2026

Placeholder - loading - Homem segura cartaz pedindo libertação de presos políticos na Venezuela em Doral, no Estado norte-americano da Flórida 05/01/2026 REUTERS/Marco Bello
Homem segura cartaz pedindo libertação de presos políticos na Venezuela em Doral, no Estado norte-americano da Flórida 05/01/2026 REUTERS/Marco Bello

12 Jan (Reuters) - O governo da Venezuela ⁠disse nesta segunda-feira que 116 prisioneiros foram libertados 'nas últimas horas', de acordo com uma declaração do Ministério dos Serviços Penitenciários, embora grupos de direitos humanos tenham relatado um número menor.

A declaração do governo vem após três dias de relatos de organizações de defesa dos direitos humanos sobre atrasos nas libertações, que o grupo Foro Penal disse no início desta segunda-feira ​ter chegado a apenas 41, incluindo ⁠24 ⁠pessoas libertadas durante a noite.

As libertações ocorrem depois de uma semana de turbulência política em Caracas, após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e seu comparecimento a um tribunal de Nova York ‌por acusações de tráfico de drogas.

Os libertados haviam sido 'privados ​de sua liberdade por atos associados ‌à perturbação ​da ordem ​constitucional e ao comprometimento da estabilidade da nação', disse o ministério.

A libertação de centenas de prisioneiros políticos no país sul-americano é ​uma demanda de longa data de grupos de direitos humanos, órgãos internacionais e figuras da oposição.

Líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que deve se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta semana, tem sido uma das principais vozes que pedem a libertação de prisioneiros que incluem alguns de seus aliados próximos.

Machado esteve no Vaticano nesta segunda-feira, onde se encontrou com o papa Leão 14.

O presidente da Assembleia Nacional da ⁠Venezuela, Jorge Rodríguez, disse na quinta-feira que um número significativo ‌de prisioneiros, tanto estrangeiros quanto ⁠venezuelanos, seria libertado. Ele é irmão da presidente interina Delcy Rodríguez.

De acordo com o Foro Penal, pelo menos ‍800 pessoas estavam sendo mantidas como prisioneiros políticos no início do ano na ​Venezuela. ‌O governo nega que haja detidos por motivos políticos.

(Reportagem da Reuters)

Reuters

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