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Votação da ONU sobre Hormuz é esperada para a próxima semana; China se opõe ao uso da força

Votação da ONU sobre Hormuz é esperada para a próxima semana; China se opõe ao uso da força

Reuters

03/04/2026

Placeholder - loading - Navio de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz 11 de março de 2026 REUTERS/Stringer
Navio de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz 11 de março de 2026 REUTERS/Stringer

Por David Brunnstrom e John Irish

3 Abr (Reuters) - ​O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deve votar na próxima semana uma resolução do Barein para proteger a navegação comercial dentro e ao redor do Estreito de Ormuz, disseram diplomatas nesta sexta-feira, mas a China, que tem poder de veto, deixou clara sua oposição a qualquer autorização do uso da força.

Uma reunião dos 15 membros do Conselho foi inicialmente marcada para esta sexta-feira e depois remarcada para sábado. Vários diplomatas disseram que ela foi adiada para a próxima semana, sem ⁠que ⁠uma nova data tenha sido anunciada.

A ​missão do ‌Barein na ONU não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o motivo do atraso. A resolução enfrentou a resistência da China, da Rússia e de outros países e foi atenuada em relação à sua ⁠forma original.

Os preços do petróleo subiram desde que os EUA e ​Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, dando início a um conflito ​que já dura mais de um mês ‌e que efetivamente fechou ​o ⁠estreito para o tráfego marítimo.

O Barein, que atualmente preside o Conselho de Segurança, finalizou um esboço de uma resolução na quinta-feira que autorizaria 'todos os meios defensivos necessários' para ​proteger a navegação comercial.

O ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, disse ao conselho na quinta-feira que uma votação seria realizada na sexta-feira, 'se Deus quiser', e acrescentou que o Barein esperava uma 'posição unificada deste estimado ​conselho'.

O Barein, apoiado em seus esforços para garantir uma resolução por outros Estados árabes do Golfo e por Washington, já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória em uma tentativa de superar as objeções de outras nações, especialmente da Rússia e da China

Um quarto esboço de uma resolução foi colocado sob o chamado procedimento de silêncio para aprovação até quinta-feira às 13:00 (horário de Brasília). Diplomatas disseram que ​o silêncio foi quebrado pela China, França e Rússia, mas um texto foi posteriormente ‌finalizado, ou 'colocado em azul' na linguagem ⁠da ONU, o que significa que uma votação pode ocorrer.

O esboço de resolução finalizado autoriza as medidas 'por um período de pelo menos seis meses (...) e até ⁠que o Conselho decida de outra forma'.

Entretanto, em ⁠comentários ao Conselho de Segurança na ⁠manhã de quinta-feira, o ⁠enviado ​da China à ONU, Fu Cong, se opôs à autorização de uso da força.

Reuters

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