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Xiaomi vê alívio nas pressões de custo de smartphones; aposta em veículos elétricos para crescer

Xiaomi vê alívio nas pressões de custo de smartphones; aposta em veículos elétricos para crescer

Reuters

18/08/2026

Placeholder - loading - Logotipo da Xiaomi aparece em um sedã elétrico SU7 de nova geração antes do evento de lançamento em Pequim, na China, em 19 de março de 2026 REUTERS/Maxim Shemetov
Logotipo da Xiaomi aparece em um sedã elétrico SU7 de nova geração antes do evento de lançamento em Pequim, na China, em 19 de março de 2026 REUTERS/Maxim Shemetov

PEQUIM, 18 Ago (Reuters) - A chinesa Xiaomi afirmou que o pior período ​de pressão sobre seu negócio de smartphones já havia passado, já que o ritmo de aumento dos preços das memórias parecia destinado a desacelerar no segundo semestre, enquanto a empresa prevê que seu negócio de veículos elétricos, em rápido crescimento, venha a contribuir com uma parcela maior da receita.

A Xiaomi divulgou nesta terça-feira uma queda de 42,6% no lucro líquido ajustado do segundo trimestre, para 6,2 bilhões de iuanes (US$919,5 milhões), ficando abaixo das estimativas dos analistas, já que os custos historicamente altos da memória e de outros componentes pressionaram as margens da fabricante de smartphones e veículos elétricos.

Analistas esperavam, em média, 6,6 bilhões de iuanes, de acordo com dados da LSEG.

A receita caiu 6,1% em relação ao ano anterior, para 108,9 ⁠bilhões de iuanes, ⁠ficando também abaixo da previsão consensual de 112,2 ​bilhões.

“Aumentos significativos nos ‌custos dos principais componentes, incluindo memória, juntamente com a intensificação da concorrência no setor, continuaram a criar dificuldades para nossos negócios”, afirmou a Xiaomi em seu comunicado de resultados.

CUSTOS DE MEMÓRIA PERMANECEM ALTOS

Em uma teleconferência após a divulgação dos resultados, o presidente da Xiaomi, William Lu, disse que os custos de memória permaneceram ⁠em níveis historicamente altos no segundo trimestre, já que os custos mais elevados dos componentes ​pesaram sobre as margens nos negócios de smartphones e tablets da Xiaomi.

A receita com smartphones da Xiaomi caiu 7,5% ​em relação ao mesmo período do ano anterior, para 42,1 bilhões ‌de iuanes, enquanto sua margem ​bruta ⁠no setor de smartphones recuou de 11,5% no ano anterior para 8,5%.

A Xiaomi, classificada como a terceira maior fabricante mundial de smartphones, vendeu 31,2 milhões de unidades no trimestre, uma queda de 26% em relação ao ano anterior, registrando um segundo trimestre ​consecutivo de queda, informou a empresa de pesquisa Omdia.

Com mais da metade de suas unidades vendidas a preços abaixo de US$200, a Xiaomi foi a mais afetada entre as cinco maiores fabricantes de smartphones pela inflação dos custos de memória, acrescentou a Omdia.

No entanto, a Xiaomi afirmou que o ritmo dos aumentos nos preços da memória começou a ​desacelerar e deve continuar a desacelerar no segundo semestre.

Lu disse que o período mais difícil para o negócio de smartphones já havia passado, acrescentando que a Xiaomi havia ajustado seu portfólio de produtos e seu cronograma de lançamentos.

SEGMENTO DE VEÍCULOS ELÉTRICOS ASSUME UM PAPEL MAIS IMPORTANTE

A Xiaomi está apostando cada vez mais em veículos elétricos e inteligência artificial, à medida que busca motores de crescimento além de seu negócio principal de smartphones, que está cada vez mais saturado.

Seus segmentos de veículos elétricos, IA e outras novas iniciativas representaram cerca de 23% da receita total, ante 18,3% no ano anterior.

Somente ​a receita com veículos elétricos cresceu 15,9%, chegando a 23,9 bilhões de iuanes.

O mercado automotivo doméstico vem apresentando um declínio constante ‌desde o final de 2025, enquanto outras montadoras ⁠chinesas estão expandindo agressivamente suas exportações. A Xiaomi planeja entrar nos mercados europeus em 2027.

O prejuízo operacional relacionado aos veículos elétricos, IA e outras novas iniciativas foi de 2,6 bilhões de iuanes, refletindo os investimentos contínuos da empresa ⁠nessas áreas.

A Xiaomi entregou 104.199 veículos no segundo trimestre, um aumento de ⁠28,2% em relação ao ano anterior.

Em julho, a Xiaomi revelou ⁠sua série de SUVs ⁠SkyNomad, ​expandindo-se além dos sedãs e crossovers movidos a bateria para uma categoria popularizada por modelos de concorrentes chineses.

(Reportagem de Ju-min Park)

Reuters

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