Economia do Reino Unido tem expansão inesperada de 0,1% no 4º trimestre
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Por David Milliken e Andy Bruce
LONDRES (Reuters) - A economia do Reino Unido cresceu inesperadamente 0,1% no último trimestre do ano passado, mostraram dados oficiais nesta quinta-feira, oferecendo um pouco de alívio em relação ao quadro econômico enfrentado pela ministra das Finanças, Rachel Reeves, embora os desafios de longo prazo permaneçam.
Economistas consultados pela Reuters previam que o Produto Interno Bruto britânico encolheria 0,1% no período, mas o trimestre foi impulsionado por um crescimento mais forte do que o esperado de 0,4% em dezembro.
Em 2024 como um todo, o PIB total cresceu 0,9%, após expansão de 0,4% em 2023.
Porém, ajustado para uma população crescente, a produção nacional per capita caiu 0,1% no ano passado, destacando a pressão contínua sobre os padrões de vida e as finanças públicas.
'Uma surpresa agradável, mas ainda não estamos fora de perigo. Sob a superfície desses últimos números, a demanda doméstica por meio do consumo e do investimento empresarial foi mais fraca do que o esperado', disse Scott Gardner, estrategista de investimentos da Nutmeg, uma gestora de fortunas pertencente ao J.P. Morgan.
O crescimento de dezembro refletiu um desempenho robusto do grande setor de serviços do Reino Unido, com atacadistas, distribuidores de filmes, pubs e bares indo bem, assim como os fabricantes de máquinas e as empresas farmacêuticas, informou o Escritório para Estatísticas Nacionais.
Entretanto, os números mostraram que o crescimento também se baseou nos gastos do governo e em um provável aumento temporário nos estoques das empresas, enquanto o investimento empresarial caiu 3,2% no trimestre e os gastos das famílias permaneceram estáveis.
A queda no investimento empresarial foi impulsionada por equipamentos de transporte, um componente volátil que havia sido forte no terceiro trimestre.
Na semana passada, o Banco da Inglaterra reduziu pela metade sua previsão de crescimento em 2025 para 0,75%, embora outros analistas continuem mais otimistas.
(Reportagem de David Milliken e Andy Bruce)
Escrito por Reuters
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