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EUA dizem que não planejam aumentar presença militar na Groenlândia

Placeholder - loading - Edifício da Embaixada dos EUA em Copenhague, Dinamarca 02/10/2017 Ritzau Scanpix/Mads Claus Rasmussen via REUTERS
Edifício da Embaixada dos EUA em Copenhague, Dinamarca 02/10/2017 Ritzau Scanpix/Mads Claus Rasmussen via REUTERS

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Por Jacob Gronholt-Pedersen e Louise Rasmussen

COPENHAGUE (Reuters) - Os Estados Unidos não têm planos atuais de aumentar sua presença militar na Groenlândia, disse a embaixada dos EUA em Copenhague nesta quinta-feira, depois que o presidente eleito Donald Trump expressou interesse renovado em assumir a vasta ilha do Ártico.

Trump, que tomará posse em 20 de janeiro, disse esta semana que o controle pelos EUA da ilha estrategicamente importante era uma 'necessidade absoluta' e não descartou o uso de ações militares ou econômicas, como tarifas contra a Dinamarca, para que isso aconteça.

A Groenlândia, a maior ilha do mundo, faz parte da Dinamarca há mais de 600 anos, embora seus 57.000 habitantes agora governem seus próprios assuntos internos.

'Não há planos para aumentar a atual presença militar dos Estados Unidos na Groenlândia', disse um porta-voz da embaixada à Reuters.

'Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com Copenhague e Nuuk (capital da Groenlândia) para garantir que quaisquer propostas atendam às nossas necessidades comuns de segurança', acrescentou.

A Groenlândia é crucial para os militares dos EUA e seu sistema de alerta antecipado de mísseis balísticos, já que a rota mais curta da Europa para a América do Norte passa pela ilha.

As Forças Armadas dos EUA mantêm uma presença permanente na base aérea de Pituffik, no noroeste da Groenlândia.

Antiga colônia dinamarquesa, a Groenlândia agora é amplamente autônoma dentro do reino da Dinamarca. A segurança e as relações exteriores ainda são administradas por Copenhague, no entanto.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse esta semana que não poderia imaginar que os Estados Unidos, um aliado próximo da Otan, usaria uma intervenção militar na Groenlândia, e disse que caberia ao povo da Groenlândia decidir o que eles querem.

Frederiksen convocou os líderes dos partidos políticos dinamarqueses para uma reunião nesta quinta-feira para debater sobre o interesse renovado de Trump.

Em 2019, Frederiksen recusou uma oferta de Trump para comprar a Groenlândia, levando-o a chamá-la de 'senhora desagradável' e cancelar uma visita planejada à Dinamarca.

Na quarta-feira, Frederiksen recebeu o líder da Groenlândia, Mute Egede, para conversas em Copenhague, e estava em contato com vários líderes europeus para discutir as declarações de Trump. Egede é a favor da independência de sua terra natal, e disse que ela não está à venda.

Os aliados europeus da Dinamarca, França e Alemanha, responderam aos comentários de Trump enfatizando a inviolabilidade das fronteiras.

Na Groenlândia, as opiniões sobre o futuro da ilha parecem divididas, com alguns acolhendo calorosamente as falas de Trump e outros reagindo com ceticismo.

Parlamentares dinamarqueses de todo o espectro político pediram a Frederiksen, um social-democrata, que rejeitasse firmemente qualquer tentativa de potências estrangeiras de minar o status da Groenlândia.

(Reportagem de Jacob Gronholt-Pedersenand e Louise Rasmussen)

Escrito por Reuters

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